22 Maio 2013

Resumo do Conselho de Estado

"Isto não tem conserto. Entrega isto."

custo de depósitos à ordem em ouro

Actualmente custa entre 0,12% e 0,20% ao ano (via http://www.goldmoney.com/gold-and-silver-storage.html e http://goldsilver.com/storage/).

E o ouro/prata não é (ainda) moeda legal. Se o fosse, a integração destas contas em serviços bancários poderia fazer baixar este custo. O outro ponto é que o crescimento económico tem o efeito (ceteris paribus) de baixar os preços, valorizando o poder de compra de uma moeda quantitativamente estável, o que diluí qualquer comissão aplicada a depósitos.

O que eu gostaria de ver é a emissão de certificados do tipo bitcoin representando ouro/prata físico, aliando a facilidade transaccional a um certificado, o que poderia ou poderá potenciar a sua circulação.

"Quem acredita no sistema de pensões?"

"Falta de informação gera ignorância, excesso produz confusão. Quem sabe exactamente que austeridade há? Qual haverá? Alguém calcula que pensão receberá no futuro, mesmo quem já a recebe desde o passado?"

Se o Pedro Santos Guerreiro do negocios.pt não acredita e sente falta de informação quem acreditará?

No entanto devia ser simples: basta comparar a receita das contribuições directas (TSU do trab.+empresa) com a despesa. E esperar um cenário bem pior para a frente.

Adenda: Entretanto, Daniel Bessa parece estar de acordo (até parece ter lido por aqui, embora não o fosse necessário, devia ser claro para todos).

Daniel Bessa compara Segurança Social a "esquema piramidal" ao estilo "Dona Branca"" "Para Daniel Bessa, de entre todas as funções do Estado, "o problema maior de todos é o da Segurança Social" que "está prisioneira de pagar aos velhos aquilo que lhe for levado pelos novos". "Essa é a situação mais difícil de todas", sustentou o economista, para quem Portugal estará "desgraçado" se "transportar para dentro do Orçamento de Estado este problema"."

IRC

PORTUGAL

Taxa de IRC = 25 a 30%
Receita fiscal do IRC = 3% do PIB

IRLANDA

Taxa de IRC = 12,5%
Recita fiscal do IRC = 2,3% do PIB

Comentário: Não seria melhor baixar drasticamente o IRC e eliminar deduções, simplificando todo o sistema?

21 Maio 2013

Obrigado Raquel

A investigadora Raquel Varela, que teve os seus 15 minutos de fama à custa do vídeo viral do Martim, merece  todo o carinho e consideração que os liberais lhe possam conceder porque foi uma das primeiras pessoas a demonstrar, de forma "científica", a inutilidade do Estado Social.

Numa entrevista ao JN de Outubro de 2012, a Raquel foi taxativa: ‹‹As conclusões a que chegámos é que, na esmagadora maioria dos casos, os trabalhadores pagam mais do que recebem do Estado, em diverso tipo de serviços››.

Ora bem, se assim é fica demonstrado que o Estado Social não só é desnecessário como é pernicioso para a "esmagadora maioria dos portugueses". A conclusão, também científica e de uma lógica inquestionável é que então deve acabar.

acreditem quando for oficialmente desmentido

"Associação de bancos afirma que depósitos em Portugal estão "completamente seguros"

- os depósitos à ordem deviam estar "completamente seguros" não se constituindo como financiamento dos bancos, mas como estão, não podem estar "completamente seguros".

 - os depósitos a prazo não deviam estar "completamente seguros" porque assumidamente constituem financiamento aos bancos. Mas se dizem que estão seguros, é escolher sempre o pior banco da zona monetária e receber o juro mais alto. Mas será que estarão mesmo "completamente seguros"?

- a segurança do sistema de garantias até 100 000€ depende da solvabilidade do restante sistema bancário e dos estados, coisa que, ficou provado, está dependente uma da outra, ou seja, quando um está insolvente o outro também está, por isso, de que serve o sistema de garantias?

 - a não garantia acima de 100 000€ fará com que os maiores depositantes, mais sofisticados e com melhor informação, desapareçam rapidamente de um banco ao menor sinal, e não será apenas de um, quando um movimento desses se formar, provavelmente um conjunto grande de bancos sentirá o mesmo. Como tal, um conjunto de bancos a sofrer uma corrida aos depósitos pelos maiores depositantes tornará o sistema insolvente e assim, como dito no ponto anterior...

- ainda que um sistema de garantias possa funcionar, existirá muito provavelmente o congelamento de levantamentos de depósitos por tempo indeterminado.

- ainda que um dia, um banco central decida um dia salvar tudo, coisa que nunca fizeram, a garantia será apenas "nominal", não estando assim salvaguardado o poder de compra.

- quanto á solvabilidade do estado: "Dívida pública total supera os €200.000 milhões em abril de 2013"

Parabéns Martim

Como deixei de ver televisão (e estou quase a deixar de ler jornais...) só hoje conheci a história do Martim, através do Blasfémias e do Insurgente.
Com mais de 20% de desemprego, o Estado continua a impedir os jovens de trabalhar, pelo salário que quiserem aceitar, e a bloquear o empreendedorismo através de barreiras à iniciativa privada.

lá vai o fundo de estabilização financeira

O Ministério de Mota Soares está a avaliar um reforço da posição do FEFSS em dívida pública até 90%. Isto permite a Gaspar conter o rácio de dívida

Comentário: Recordemos que Dilma recusou investir em dívida pública portuguesa por não ser AAA

La Palisse

Conselho de Estado quer equilíbrio entre disciplina financeira, solidariedade e estímulo à actividade económica

está de volta

Com exercismos ou sem exorcismos, o Diabo está de volta:

O tema do Diabo foi abordado nos dois primeiros discursos do Papa – que na altura em que ainda era cardeal chegou a dizer que Satanás estava por detrás da iniciativa de legalizar o casamento entre homossexuais na Argentina. “Não cedamos nunca ao pessimismo e à amargura que o Diabo nos oferece a cada dia”, disse já depois de ter sido eleito Papa no encontro com os cardeais. No dia anterior, na missa a que presidiu na Capela_Sistina a seguir ao conclave, Francisco tinha feito uma referência ao mesmo tema. “Quem não reza ao Senhor, reza ao Diabo, quando não se confessa Jesus, confessa-se a mundanidade do Demónio”, afirmou na homilia em que expôs os princípios do seu pontificado: caminhar, edificar e confessar.
Ionline

20 Maio 2013

Quem deve decidir critérios para a adopção de crianças?

Em primeira linha, os pais ou a mãe, se nada obstar essa capacidade, e a instituição que recolheu a criança. E essa instituição deve ser clara quanto aos critério com que procura uma família ou educa a criança.

Como sempre, como no casamento, ou em outras instituições, o estatismo captura a capacidade de definir a realidade debaixo do sol, e depois a falácia do jogo político põe-se a discutir qual deve ser o sentido da vontade geral sobre a natureza humana. E isso é entrar no jogo progressista. Os conservadores que fazem esse jogo estão equivocados, quanto mais legitimarem o poder político de dizer o que as relações humanas são ou devem ser, mais a vontade geral acabará rapidamente com qualquer resquício de ordem social natural.

Previsão: quando finalmente aprovarem a adopção por casais do mesmo sexo, depois vão insurgir-se contra todas as instituições que não mostrem a não-discriminação perante o novo direito agora proclamado (caso do Reino Unido, impondo que a ICAR não possa colocar obstáculos à adopção por casais do mesmo sexo, de crianças à sua guarda).

A estratégia de sempre:

- primeiro consolidar o princípio da legitimidade absouta e unsubstituível do constitucionalismo democrático
- depois encher esse documento sagrado de preceitos sociais
- depois impor a ideia justa e universal de igualitarismo a todas as relações humanas
- e impor essa definição a todas as partes "privadas"

Os conservadores estão equivocados e numa armadilha.

Pensões de reforma: a verdade (V) - o valor das pensões de reforma será aquilo que contribuintes futuros puderem... e quiserem

Sustentabilidade exige corte de até 45% das pensões em Espanha

"Segundo um estudo do "Instituto de Estudios Fiscales", divulgado pelo jornal Expansión, a reforma das pensões que o executivo espanhol liderado por Mariano Rajoy vai iniciar, conjuntamente com as mudanças já em curso, obriga a uma redução média entre 22% e até 45% no valor das futuras pensões, de forma a prevenir a bancarrota do sistema de segurança social.

A definição de um factor de sustentabilidade implicará no longo prazo a revisão automática das prestações, de forma a ajustar-se ao envelhecimento da população e à evolução do mercado laboral sobre as contas da segurança social espanhola."

dinheiro no cofre

Assim não seria necessário por notas num cofre para depositantes se sentirem seguros, como relatado em notícias recentes como em no JN: "A maior parte dos clientes em Portugal não confia nas garantias dos depósitos e não tem meios para abrir contas no estrangeiro. Prefere cofres, em vez disso":

 "Exigimos que os "Depósitos à Ordem" deixem de ser financiamento em risco aos Bancos e passem a constituir-se como verdadeiros "depósitos": uma conta corrente de moeda (com todas as funcionalidades correntes de movimentos a débito e crédito) depositada à guarda de valores, sem risco de crédito. " Petição http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2013N38344 
Numa nota mais técnica:

É verdade que para o sistema ser capaz de operar esta alteração, o Banco Central terá primeiro de injectar as reservas / moeda base necessárias a cobrir por excesso os depósitos à ordem e depois declarar os 100% de reservas obrigatórias, mas isto não teria efeitos inflacionários dado que os Bancos deixariam de poder criar mais moeda para conceder crédito, passando sim a ter que intermediar poupança monetária, tal como o fazem os fundos de investimento de curto prazo e em obrigações (na verdade, o mais racional seria que o negócio de crédito tradicional fosse feito nos moldes muito mais claros e transparentes dos fundos de tesouraria e obrigações, como defendido pelo Professor Huerta de Soto).

Como é que a partir desse momento a massa monetária subiria (isto para quem acha que tal coisa é necessária)? Pela possibilidade da despesa do estado ser monetizada pelo banco central. Esta monetização tem efeitos inflacionários mais visíveis que os muito mais efeitos indiretos resultantes da expansão de crédito ao investimento, assim, sendo, mais fácil de monitorizar. Assim, em vez do Estado emitir dívida pública e o banco central comprar uma parte dessa dívida em mercado secundário ou financiar os bancos que a compram, passaria o banco central a financiar um maior ou menor montante essa despesa por emissão de moeda (se o achar necessário, não estou a concordar que o seja).

De resto isto consta de uma proposta de um trabalho publicado no FMI e comentado por mim aqui, no mises-org.pt: Novidade: Reservas de 100% para os Depósitos à Ordem proposto em ensaio do FMI

Chavizar II

Na Venezuela de Maduro falta até papel higiénico

Malta, se o Estado, pela mão do PS, entrar no capital das empresas, eu sugiro que comecem a armazenar produtos de primeira necessidade.

Chavizar

  1. Seguro quer Estado a entrar no capital de empresas "sem gastar um cêntimo"
  2. "Em vez do Governo deixar que empresas viáveis vão à falência, eu proponho, por iniciativa dos empresários, que os créditos do Estado numa empresa sejam transformados em capital social. Estou a falar de empresas com saúde, que passam por momentos difíceis" - António José Seguro
Comentário: Reparem como os socialistas perderam completamente a noção de capital. Para o líder do PS, os créditos não representam dinheiro (... sem gastar um cêntimo). Esta medida equivaleria à "Chavização" do País.

uma longa história


There is a long history of presidents using the IRS against political enemies. FDR went after newspapers that opposed the New Deal. JFK had his Ideological Organizations Audit Project target conservative groups like the American Enterprise Institute. Richard Nixon used the IRS to harass people on his enemies list.

Most of these abuses came to light only after the presidents left office. President Obama has to deal with the issue now because tea party and other groups used social media to share information about their experiences with the IRS.

pudera...

O presidente do BPI considerou hoje "uma boa notícia" a possibilidade dos depósitos acima de 100 mil euros poderem ser chamados a contribuir para a reestruturação e resolução de problemas de bancos.

Fonte anónima ligada ao BPI afirma que clientes movimentaram dinheiro de depósitos para cofres.

18 Maio 2013

responsáveis

Banqueiros são os principais responsáveis pela situação do país
Marques Mendes

Paulo Portas é incompatível com os futuros pensionistas

A receita actual das contribuições só cobre cerca de 60% da despesa (falta expurgar componente redistributiva) com pensões e só a jogada do peso crescente de transferência do orçamento geral do estado sustenta as "incompatibilidades" de quem prolonga ilusões ou mal-entendidos do povo. 

Todos sabemos que se vai agravar com o decréscimo da população activa e aumento da esperança de vida. Aposto que se vão lembrar de incentivar a imigração para atirar o problema para frente. Imigração, natalidade. O suicídio das nações. 

PS: De certa forma a cultura islâmica merece vir a dominar pelos números. Estão a jogar bem, pelo menos o ocidente perde tempo e recursos a tentar iluminar os desertos com a social-democracia e o estado moderno. Isso e as condições criadas para desaparecer o cristianismo do médio-oriente. Aqui, os progressistas fazem o mesmo e só esperam a melhor altura para um ataque frontal à Igreja (pensem em impostos a cobrar, imposição de práticas não-discriminatórias, etc).

neva na serra da estrela a 1 mês do verão


17 Maio 2013

a quem interessa iludir a realidade?

A notícia:

Crise reduziu carga fiscal no ano passado

A realidade:

Crise reduziu receita fiscal no ano passado


2 notícias 2

Saúde só paga dívidas quando indústria aceitar cortar despesa

Roche corta fornecimento de medicamentos a cinco hospitais

Comentário: MS vem dar razão à Roche, a industria farmacêutica só pode mesmo vender a pronto pagamento para evitar situações como a que é descrita na primeira notícia.
Se o Pingo Doce fizesse isto aos fornecedores caía o Carmo e a Trindade.