04 Julho 2009
¿Qué hay que tapar?
"El Gobierno se dispone a premiar con miles de millones de euros que salen de los bolsillos de las familias, las pymes y de los autónomos a banqueros y directivos de las cajas de ahorro que han demostrado ser, cuando menos, incompetentes".
Aznar
Via Expansión
Publicada por
Joaquim
em
08:00
|
Hiperligações para esta mensagem
quedarse de Rodriguez
“Quedarse de Rodriguez” é o último sacrifício que o capitalismo impõe aos chefes de família. Enquanto as mamãs levam os meninos de férias para Marbella, os papás vêem-se obrigados a ficar por Madrid, ao leme das suas organizações.
Como podem imaginar trata-se de um grande desafio à fidelidade conjugal, que num país Católico deveria ser “de rigueur”. Um tio sozinho numa grande cidade, com tantas Lolitas à solta, os bares, as tapas, os espectáculos, os restaurantes madrileños, “Dios mio”...
Muito tios não resistem e aproveitam “quedarse de Rodriguez” para umas “quedadas morbosas”. Em Portugal o Rodriguez ainda não é muito popular, mas lá havemos de chegar.
Um conselho para quem se “quede” de Rodriguez. Não desatem a comprar flores, chocolates e perfumes, para festejar o regresso da patroa. Se aproveitaram o tempo bem aproveitado, esse tipo de comportamento revela tudo. E se não aproveitaram, levanta suspeitas de terem aproveitado.
Publicada por
Joaquim
em
06:57
|
Hiperligações para esta mensagem
03 Julho 2009
where is grace?
Este fim-de-semana o Porto vai parecer-se com Monte Carlo, com as bombas andropáusicas a competirem em frente ao edifício transparente, como se estivessem a queimar borracha no Quai Albert 1er. A cidade foi decorada a preceito, as elites piraram-se e a populaça ficou a cheirar os gases e a inalar o CO2.
Rio, na figura do Mayor Rionier, é o grande protagonista deste S. João mecanizado, com bombas e foguetes. Não precisamos dos iates deslumbrantes do Mónaco porque temos as traineiras de Matosinhos. Não nos vão fazer falta as ostras e o champanhe porque temos as sardinhas e o champarrion.
A única coisa que nos pode faltar no Porto, este fim-de-semana, é “Grace”.
Publicada por
Joaquim
em
21:03
|
Hiperligações para esta mensagem
não se pode
Publicada por
Pedro Arroja
em
15:54
|
Hiperligações para esta mensagem
também não dá no Brasil ... não dá, não ...
LG 07.03.09 - 3:29 pm #
Publicada por
Pedro Arroja
em
15:38
|
Hiperligações para esta mensagem
um caminho
.
A mensagem protestante do cristianismo é dinâmica - ser cristão é um caminho, não um estado de virtude -, é um projecto de vida, um projecto reformista e melhorista, daqui resultando a ideia de progresso que é uma ideia eminentemente protestante. E que tipo de homem resulta desta mensagem? O homem que quer fazer hoje melhor do que fez ontem e que deseja que o mundo também faça o mesmo. O homem que anda à procura da verdade (Cristo) e que tem simpatia pelos outros, porque sabe que eles andam ao mesmo. O homem que ajuda o outro e o aplaude e incentiva quando sente que ele pode ter dado uma contribuição para encontrar o destino comum. O homem que tem confiança no outro porque sabe que andam todos à procura do mesmo. O homem de espírito aberto e tolerante, como é próprio de quem procura: Estará a verdade ali?
Publicada por
Pedro Arroja
em
14:47
|
Hiperligações para esta mensagem
verão quente
Ao contrário do que se pensa, o verão não é a época ideal para o sexo*. Está demasiado calor, a vigilância é elevada e o risco pode ser superior ao de um investimento no BPP.
O verão pode ser é uma boa altura para uma série de posts sobre sexo, a pensar num outono propício e num inverno com bons retornos. Vou portanto dedicar alguns posts a este tema, em Julho e Agosto. Vamos discutir as melhores estratégias sexuais para executivos de alta potência, os melhores golpes tácticos, as melhores defesas contra investidas de maridos incompreensivos e, sobretudo, como resistir à malícia feminina e às suas diabólicas artimanhas.
Para que este exercício se torne mais interessante, desafio outros machos dominantes a enviarem sugestões aqui para o PC. Desde que se esqueçam da paleta e se concentrem nos grandes princípios: um “investidor” não pode pôr todos os ovos no mesmo cesto.
* Abrimos excepções (clicar na imagem).
Publicada por
Joaquim
em
07:22
|
Hiperligações para esta mensagem
aldrabões

Já vos aconteceu chegarem ao fim de um livro e não serem capazes de explicar o que é que o autor pretendia? Podem experienciar essa sensação lendo:
Immanuel Kant, Kritik der Reinen Vernunft (1781)
Friedrich Hegel, Phänomenologie des Geistes (1807)
Martin Heidegger, Sein und Zeit (1927)
Obviamente, os leitores da Ayn Rand estão imunizados contra este fenómeno. Podemos concordar ou discordar da senhora, mas o que ela afirma é claro como a água.
Publicada por
Joaquim
em
07:12
|
Hiperligações para esta mensagem
02 Julho 2009
Factores
-Falta de estudo prévio;
-Incapacidade de abstracção;
-Desfocalização (saltar do tópico para outro);
-Argumento ad hominem (pessoalizar o debate)
-Excepcionalismo ou particularismo (argumentar com base em excepções ou casos particulares)
Publicada por
Pedro Arroja
em
23:07
|
Hiperligações para esta mensagem
desestimulante
É I-M-P-R-E-S-S-I-O-N-A-N-T-E!!!
Sempre o mesmo e único padrão, post após post: o autor formula um texto, que nada mais é do que uma provocação, o encaminhamento de uma idéia ou de um tema para o debate. Mas ninguém quer saber de debater coisa alguma. E lá vai o ritual: troça, ofensa, mais troça, maledicência, agressões gratuitas, imputação de intenções ocultas, mais troça, xingamentos e desqualificações pessoais.
.
Ora, o núcleo do post, onde está a formulação central da idéia submetida a exame é esse: "(...)A minha obsessão pela leitura, porém, não foi absolutamente fundamental para me tornar num “homem de elite”. O que me pode distinguir dos demais, se é que essa distinção existe, é o meu genuíno interesse pelos outros seres humanos.Ora que tipo de formação é que pode alimentar esse interesse? No meu ponto de vista, num País Católico, a melhor formação que nos pode ajudar a distinguirmo-nos dos demais, pela positiva, são os princípios da Igreja Católica, como vêm expressos no Catecismo(...)".
.
V. claramente introduziu o tema do catecismo e da importância que o mesmo tem na tua vida. Suponho que v. tinha a intenção de aprofundar essa questão em outros posts.Mas até agora parece que ninguém entendeu absolutamente nada, ou não quer entender, estando o foco unicamente na tua pessoa, não na tese aventada. É terrivelmente desestimulante o debate num país como Portugal (e no Brasil).O mais engraçado é que as mesmas pessoas que mais atacam as teses do Pedro são precisamente as que mais insistem em servir-lhes de ilustração...
LG 07.02.09 - 9:23 pm #
Publicada por
Pedro Arroja
em
21:22
|
Hiperligações para esta mensagem
a populaça no governo

Sócrates é o único responsável pelo mau comportamento dos membros do governo. Quando o líder pensa que é uma fera...
Publicada por
Joaquim
em
20:35
|
Hiperligações para esta mensagem
errado
Publicada por
Pedro Arroja
em
18:50
|
Hiperligações para esta mensagem
bibliografia
Um leitor do PC, devidamente identificado, perguntou-me, por email, que tipo de bibliografia lhe poderia indicar que o ajudasse a tornar-se num homem de elite.
Pensei algum tempo sobre esta questão. Durante a minha vida, eu devo ter lido alguns milhares de livros. Pelo menos desde os 16 anos que todos os dias leio, livros, artigos, ensaios, jornais. Posso dizer que leio incessantemente. Contudo tenho muita dificuldade em responder à pergunta do nosso leitor.
Os autores que mais me influenciaram foram a Ayn Rand, o Mises, o Robert Nozick, o Hayek, o Friedman, o Benjamim Constant e o nosso Pedro Arroja (que me introduziu ao liberalismo). Mas também fui muito influenciado pelo Freud, pelo Jung, pelo Darwin, e noutra dimensão pelo nosso grande Camões, um pouco pelo Pessoa e nada pelo Saramago.
A minha obsessão pela leitura, porém, não foi absolutamente fundamental para me tornar num “homem de elite”. O que me pode distinguir dos demais, se é que essa distinção existe, é o meu genuíno interesse pelos outros seres humanos.
Ora que tipo de formação é que pode alimentar esse interesse? No meu ponto de vista, num País Católico, a melhor formação que nos pode ajudar a distinguirmo-nos dos demais, pela positiva, são os princípios da Igreja Católica, como vêm expressos no Catecismo.
Eu aconselharia o nosso leitor, portanto, a debruçar-se sobre o Catecismo Católico e, ainda, a ler tudo o que lhe passe à frente do nariz. Eventualmente encontrará assuntos do seu interesse pessoal e depois é como as cerejas...
Publicada por
Joaquim
em
17:56
|
Hiperligações para esta mensagem
Governance Indicators
Publicada por
Pedro Arroja
em
17:27
|
Hiperligações para esta mensagem
essa fórmula
.
D. Costa,
.
Houve um tempo - aliás, até há pouquíssimo tempo - em que eu tinha profunda fé na educação formal das pessoas como caminho de mudança de uma sociedade. Pensava eu: "quando os brasileiros puderem gozar de uma instrução pública de qualidade serão afinal pessoas melhores". Mas hoje, vendo o comportamento dos portugueses, que são muitíssimo mais educados que os brasileiros (no sentido específico de serem melhor instruídos) já começo a considerar que talvez não esteja somente na educação a fórmula para melhorar os brasileiros (e os portugueses). Onde estará, então, essa fórmula? (...)
LG 07.02.09 - 4:05 pm #
Publicada por
Pedro Arroja
em
16:06
|
Hiperligações para esta mensagem
as ajudas do pedro
"Ó Pedro, olha que eu também estou aqui para te ajudar no que puder, filho!
Virgem Maria, Cova da Iria, azinheira 27"
Publicada por
rui a.
em
15:34
|
Hiperligações para esta mensagem
Só falta o manifesto popular!
Publicada por
Ricardo Arroja
em
08:57
|
Hiperligações para esta mensagem
Ministro da cultura Católica

Os homens poderosos necessitam de muito sexo... e se Berlusconi andasse frustrado, sexualmente, não poderia governar bem a Itália.
Sandro Bondi, Ministro da Cutura (Católica)
Via FT
Publicada por
Joaquim
em
07:18
|
Hiperligações para esta mensagem
e não se pode ...

Se o Presidente do Benfica não acatar a citação judicial de que foi alvo, o exército deve escoltá-lo para um exílio em Ceuta. Seria a cereja no bolo, deste drama encarnado de tipo “hondurenho”.
Publicada por
Joaquim
em
06:54
|
Hiperligações para esta mensagem
Commentator of the month

Commentator of the month of June: it's a woman. Hadassah. She is knowlegeable, positive, nice, serious and rational. She seems to have found her truth. It feels good to have her commenting in this blog.
Publicada por
Pedro Arroja
em
01:13
|
Hiperligações para esta mensagem
a vida
A primeira é a de saber qual é, afinal, a melhor das duas culturas - a católica ou a protestante? Eu não pretendo dar uma resposta pessoal, a qual envolveria os meus próprios preconceitos e enviesamentos. A realidade está aí para nos dar a resposta, pondo a questão: No universo dos países cristãos, qual a direcção predominante dos fluxos migratórios, dos países católicos para os protestantes, ou dos protestantes para os católicos?
A resposta é: dos países católicos para os protestantes.
A segunda questão consiste em saber se os países católicos, como Portugal e o Brasil, são reformáveis. Julgo que não. O principal defeito dos países católicos, e das pessoas de cultura católica, é precisamente o de serem irreformáveis. Reformam-se à mesma velocidade da Igreja Católica, que é praticamente zero. A Reforma Protestante ocorreu há seis séculos e se, nesse espaço de tempo, os países católicos não se reformaram, que razão teremos nós para pensar que se vão reformar no futuro?
No essencial, a mente do homem de cultura católica permanece a mesma desde a Idade Média. As alterações que sofreu foram motivadas por imitações importadas dos países protestantes, resultantes dos avanços da ciência e do pensamento nesses países. Luz eléctrica, medicamentos, automóveis, aviões, física mecânica e nuclear, computadores, ADN, internet, democracia, liberdade económica, tudo isso, quase sem excepção, foi inventado ou descoberto nos países protestantes.
Se não fosse a cultura protestante, a nossa a esperança de vida hoje seria pouco mais de 30 anos, como era no século XVIII . Graças a ela, é quase de 80. A cultura protestante, mau grado os seus defeitos, favorece a vida. A cultura católica, nos últimos séculos, em comparação, favorece a estagnação e, portanto, a morte. É sobretudo por esta razão que a cultura protestante é imensamente mais cristã do que a católica .
Publicada por
Pedro Arroja
em
00:04
|
Hiperligações para esta mensagem
01 Julho 2009
começo a considerar que não
.
Professor Doutor,
.
Ora, o resultado disso foi um extraordinário fomento do interesse intelectual nos países protestantes, a subida do índice de alfabetismo e, isso é fundamental, uma imensa abertura para a circulação de idéias, como o Ocidente não via desde a Antiguidade. Portanto, resumindo a ópera, os protestantes introjetaram esses valores: importância e essencialidade do conhecimento, vocação ao debate e disponibilidade absoluta para a circulação de idéias novas.
.
E como estava o mundo católico, nomeadamente em seus dois baluartes ibéricos: fechado, hostil a novas idéias, que somente corriam entre uma elite de poucos estudiosos, e aferradas à ortodoxia da Igreja (romana). Não vou me alongar no relato da perversão do sistema católico. V. já o fez nos seus inúmeros e brilhantes diagnósticos do modo de ser e de proceder do povo português (valendo, claro, para o Brasil, esse imenso Portugal).
.
Porém, qual foi a perversão do sistema protestante? A aceitação ilimitada, praticamente sem discricionariedade, da possibilidade de entrar em linha de debate toda e qualquer idéia. Quando esses povos eram mais homogêneos e mais aferrados à sua fé, as idéias socialmente nefastas eram digeridas pela própria sociedade, que mantinha intacto o vínculo com seus fundamentos civilizacionais. Mas houve um tempo, e eu localizo esse tempo a partir de meados do séc. XVIII, que essas idéias nefastas já não puderam mais ser metabolizadas com tanta facilidade e se converteram em ideologias, ou seja, doutrinas artificialmente construídas com o único propósito de sustentar projetos de engenharia social. E passaram a fustigar as bases, os princípios, os fundamentos, especialmente os morais e religiosos, sobre os quais as sociedades protestantes estavam solidamente assentadas.
.
E então, esse valor tão caro aos protestantes, o amor às idéias, passou a ser usado para solapar a própria sociedade que o sustentava. Hegelianismo, iluminismo, marxismo, relativismo moral... E vejo hoje, com o coração apertado, as sociedades outrora tão cônscias de sua fé, do que sustenta o seu estilo de vida e a sua harmonia, dos seus valores mais caros, sendo tragada pela voragem de uma sua criatura (a livre circulação de idéias) que acabou por se converter em algo que os pais da Reforma jamais poderiam supor.
.
Mas os protestantes têm experiência com o trato de idéias e já abateram muitas ideologias demoníacas no passado. Creio firmemente que, p. ex., os americanos saberão encontrar uma fórmula de resistência ao câncer relativista e ao laxismo que ameaça a ordem de sua sociedade.Lembro, p.ex., que foram as grandes democracias liberais e protestantes que salvaram o mundo três vezes no século passado. Quer dizer, a ação protestante venceu ideologias nascidas...em países protestantes.
.
Entretanto, hoje eu me preocupo muitíssimo é com o Brasil. E confesso - como já tive ocasião de escrever aqui - que sinto balançarem as minhas convicções sobre qual a melhor forma de se conduzir povos que tiveram uma trajetória histórica tão diferentes daqueles que v., Pedro, chama de países do norte da Europa e da América do Norte.
.
O que acontece hoje no Brasil tem abalado minhas convcções. Não pessoais, quero dizer, pois sou firme em minha fé reformada e no meu liberalismo de matriz anglo-americana. Mas será correto, será que temos o direito de forçar o Brasil (e Portugal) ao mesmo erro cometido pelos reformadores da Europa? Eu já disse aqui: não reformaram a ICAR, mas apenas a si mesmos. Fracassaram.Eu e muitos outros reformamos a nós mesmo. Poderemos reformar o Brasil na mesma base? É o que hoje começo a considerar que não. São idéias, e mais que isso, é um projeto intelectual em curso, que gostava muito de dividir com v., caro Pedro, e com todos os demais.
Um abraço a todos.
LG 07.01.09 - 4:14 pm #
Publicada por
Pedro Arroja
em
22:47
|
Hiperligações para esta mensagem
brincar com coisas sérias

1.Com a produção de Airbuses em Tianjin, as fábricas de Hamburg e Toulouse vão ter cortes.
2.Demoramos mais tempo, no RU, a obter as licenças e alvarás do que na China a pôr a fábrica a trabalhar.
3.Estamos a transferir tecnologia.
4.As asas para os Airbuses só serão produzidas no RU se o custo do trabalho for competitivo.
Via Telegraph
Publicada por
Joaquim
em
21:10
|
Hiperligações para esta mensagem
a auto-estrada da fé
Na tradição protestante o homem tem uma relação directa com Deus e atinge a salvação pela graça directa de Deus. A estrada para lá chegar é a da fé - e só a da fé (Sola Fides). Na tradição católica também é pela auto-estrada da fé que se chega a Deus, mas ninguém é livre de circular nesta auto-estrada livre de impedimentos.
Aconteceu a um homem que conduzia tranquilamente pela auto-estrada da fé no país católico, em direcção à Salvação. De repente, um carro marcado colou-se-lhe atrás, pirilampos acesos e sirenes a tocar. Assustado, o homem encostou à berma, e o carro marcado logo atrás dele. Saíram de lá dois agentes, vestidos de negro.
-Boa tarde ... os seus documentos, por favor ...
-Documentos?... Quais documentos?...
-O senhor sabe que não pode circular nesta auto-estrada sem o Certificado de Baptismo ...
-Olhe, senhor agente ... na verdade ... esqueci-me dele em casa ...
-E o Certificado do Crisma, tem-no consigo?
-Olhe ... esse é que não tenho ...
-O senhor é casado?
-Sou.
-Tem consigo o Certificado do Matrimónio?
-Olhe ... esse... - enquanto procurava no porta-luvas - ... deixe ver ... olhe, também não tenho ... Tá visto que me esqueci da papelada toda em casa ...
-Há quanto tempo é que o senhor não se confessa?
-Para lhe ser franco, senhor agente ... já não me lembro ...
-Pois é ... lamentamos ... mas não vamos poder deixá-lo seguir viagem ...
Quando regressou à cidade o homem contou aos outros a experiência que tinha tido. Ninguém mais se fez à auto-estrada da fé sem se munir dos certificados que a Agência da Fé, para facilitar a vida às pessoas, imprimia agora em forma de selos, colados no pára-brisas da frente. No caso de carros funerários era necessário um selo adicional, correspondente à Extrema Unção. A emissão dos certificados proporcionava à Agência da Fé uma receita fixa. Convinha, porém, ter produtos de receita variável para fazer face aos acasos de tesouraria e de expansão do negócio. A penitência foi a solução encontrada.
Foram instaladas portagens na auto-estrada da fé. Um condutor parou:
-Quais são os seus pecados?
-Umas mentiras e mais umas pequenas ingratidões...
-30 cêntimos. Pode seguir. Próximo...
-quatro faltas ao emprego para ir à praia e pancada na mulher ...
-5 euros. A seguir ...
-Dois homicídios e quatro assaltos à mão armada ...
-Encoste aí à direita que vai ter de falar com o chefe ...
Mais tarde, para facilitar a vida aos utentes, foram criadas portagens automáticas munidas de scanners que liam a consciência dos condutores e debitavam automaticamente as suas contas bancárias.
Do outro lado da fronteira, no país protestante, o trânsito fluia serenamente na auto-estrada da fé em direcção à Salvação. Não havia agentes da fé, nem selos, nem multas, nem portagens. Ninguém aborrecia ninguém, chegavam todos mais rapidamente a Deus e era muito mais barato. Até a gasolina e os automóveis estavam aí isentos de impostos.
Muitos católicos emigraram. Aquela cultura de pecado existente no seu país, que alimentava o négocio da Agência da Fé, era insuportável, sempre a atribuir pecados às pessoas e a cobrar-lhes por isso. Estava de tal maneira enraizada na população, que já não eram precisos os agentes da fé para atribuir pecados. As próprias pessoas se atribuiam pecados umas às outras, e aplicavam-se mutuamente o correlativo castigo. Nas filas de trânsito era frequente um condutor abrir a janela e gritar para o outro: "Oh cabrão ... vê lá se aprendes a conduzir! ...". Na portagem seguinte, ele resolvia o assunto por um pequeno adicional.
Aconteceu uma vez um habitante do país protestante visitar o país católico em turismo, e meter pela auto-estrada da fé. Notou a falta de respeito que os condutores tinham uns pelos outros, a forma como eles desrespeitavam as regras do trânsito, mas compreendeu a razão de ser da coisa quando na primeira portagem - uma instituição que ele desconhecia - os viu pagar por esses e por todos os outros pecados. Ele próprio pagou a portagem com relutância quando o portageiro lhe perguntou:
-Quais são os seus pecados?
-That's not your business!, respondeu indignado.
Não compreendendo a resposta, e vendo que era estrangeiro, o portageiro deixou-o seguir por oitenta e cinco cêntimos.
Mais desconcertado ficou quando a certa altura um carro marcado se colou a ele, pirilampos acesos e sirene no máximo, e o obrigou a parar. Delicadamente, os agentes dirigiram-se a ele:
-Os seus documentos, por favor ...
-What!? What do you mean, my documents? ...
-Os seus documentos ... o senhor sabe que não pode circular aqui na auto-estrada da fé sem o selo do baptismo, mais o do crisma, mais o do matrimónio ... e ainda o ticket das portagens ...
-Who are you, people?...
-Nós somos funcionários da Agência da Fé que possui a concessão desta auto-estrada ...
-Who granted you the concession?
-Deus, toda a gente sabe ...
-Please, show me copy of the contract ... signed by God! ...
Nesta altura, os agentes ficaram embaraçados, e um disse para o outro:
-Eh pá, aqui o camone, parece que nos quer dar tanga ...
-Aplica-lhe aí uma multa de mil euros para o gajo sossegar, respondeu-lhe o outro ao ouvido.
O agente assim fez. Anunciou ao protestante que tinha de pagar uma multa de mil euros, o que o protestante prontamente recusou fazer. Os agentes deram-lhe então ordem de prisão, pela falta dos selos no pára-brisas e por desrespeito à autoridade. Meteram-no no carro, e levaram-no ao superior.
Quando chegaram, o superior perguntou:
.
-Então o que é que se passa com este turista?
-Este camone queria que nós lhe mostrássemos cópia do contrato de concessão da auto-estrada, e cópia assinada por Deus ... Imagine, assinada por Deus!... Mas quem é este camone julga que é para desconfiar de nós? Prendêmo-lo por conduzir sem selos de garantia da fé e por desrespeito à autoridade, o crime de heresia consagrado no artigo 15º do Código...
-Fizeram muito bem - disse o superior - ... Ora esta, a desconfiar de nós! ... Toda a gente sabe que Deus assinou connosco o contrato de concessão ... Já ninguém se lembra é onde é que está a papelada ...
Publicada por
Pedro Arroja
em
14:46
|
Hiperligações para esta mensagem
Jogada política
Publicada por
Ricardo Arroja
em
08:12
|
Hiperligações para esta mensagem
racecard
A nossa inclinação para o individualismo bruto, para o laissez-faire e para a sobrevivência dos mais aptos, leva-nos a pensar que todas as pessoas têm direito a todos os benefícios que a sociedade tem para oferecer e que ninguém tem de se sacrificar pelo Bem Comum da sociedade.
Jesse Jackson
Este parágrafo refere-se à chamada “affirmative action” nos EUA e ao recente caso de um bombeiro de New Haven que foi preterido, para promoção, por ser branco. O Supremo Tribunal acaba de considerar que o bombeiro foi discriminado.
O erro grosseiro de Jesse Jackson, neste artigo, é equiparar a recompensa pelo resultado de um esforço individual a um benefício. Ainda, o Bem Comum depende do empenho social de cada indivíduo e da expectativa de uma justa retribuição.
Uma sociedade que exigisse esforço sem retribuição estaria a impor uma nova escravatura.
Publicada por
Joaquim
em
06:46
|
Hiperligações para esta mensagem
quanto custa?

Todas as Leis e Decretos-Lei devem ser acompanhadas de um estudo do respectivo impacto económico e orçamental. Esta é a minha primeira proposta para a próxima legislatura. Os resultados desses estudos devem estar disponíveis antes da discussão pública dos respectivos diplomas.
Quem assina por baixo?
PS: Vamos acabar com as caixas de Pandora.
Publicada por
Joaquim
em
06:35
|
Hiperligações para esta mensagem
30 Junho 2009
fechamento
A todos o meu bem-haja!
.
O "fechamento" de que o Prof. Arroja fala [aqui] é entendido por mim com algum capital de esperança. Este fechamento (com todos os defeitos e hipocrisias que o configuram) pode ser entendido como o depósito de um modo de vida bastante mais saudável do que aquele que os países de cultura protestante defendem.
.
A Reforma modificou muito os países agora protestantes. Tornaram-se mais ricos, organizados e civilizados. Mas também se tornaram mentalmente mais doentes, praticaram mais genocídios e, paradoxalmente, no mesmo momento em que se tornaram mais humanistas, tornaram-se também mais desumanos.
.
Já os países católicos parecem preocupar-se menos com o facto de serem mais pobres. Vivem a pobreza zombeteiramente. Ostentam a sua pouca riqueza como autênticos pacóvios. Alguns até têm um Mercedez (protestante) apenas para ir à missa ao Domingo (católica). Infernizam a vida uns aos outros, mas pedem desculpa por isso todos os Domingos e dias santos. Digamos que são culturas apequenadoras. A religião engrandece-lhes esteticamente a força dos absolutos opostos, o bem e o mal. Coisa que eles se encarregam no dia a dia de apequenar. As suas maldades são mesquinhas, não acabam em tiroteios nas escolas, em genocídios etc. As suas bondades não passam de uns quilos de arroz no banco da ajuda alimentar. Quando olhamos para eles (nós) com alguma distância percebemos que no fundo são os lírios do campo.Talvez um dia as culturas protestantes venham a sentir o que perderam e a tomar esta ingenuidade por referência.
.
Sinfonia do disparate Homepage 06.30.09 - 10:31 pm #
Publicada por
Pedro Arroja
em
22:28
|
Hiperligações para esta mensagem
a diferença
Publicada por
Pedro Arroja
em
16:46
|
Hiperligações para esta mensagem
recostado no Estado
Publicada por
Pedro Arroja
em
14:05
|
Hiperligações para esta mensagem
caixa de Pandora
Quinze dias de salário em atraso é o suficiente para evitar execuções fiscais de carros, da conta bancária e penhoras comerciais sobre bens, como móveis e electrodomésticos. Despejos por falta de pagamento das rendas das casas também não são permitidos e o Estado passa a substituir-se aos devedores para pagar aos credores e senhorios.
Via DN
ahahahahahahah
Publicada por
Joaquim
em
09:12
|
Hiperligações para esta mensagem
dramma jocoso
No caso Madoff, o protagonista é o Sr. Bernard Madoff, que foi ontem condenado a 150 anos de prisão. Lendo as notícias de ontem e de hoje, registamos o nome do juiz que proferiu esta sentença, Denny Chin, mas não conhecemos todos os outros intervenientes no processo. Intervenientes que foram profissionais e eficazes. Recordemos que o caso Madoff se iniciou em Dezembro de 2008 e que foi a julgamento em Março deste ano.
Comparemos isto com o caso Freeport. Neste caso os verdadeiros protagonistas são o Procurador-Geral da República, os magistrados titulares do processo – Victor Magalhães e Paes Faria, o Presidente do Eurojust – Lopes da Mota, um Ministro – Alberto Costa, o presidente do sindicato dos magistrados do ministério público e Cândida Almeida, a “prima-dona” desta ópera bufa.
No campo dos culpados não existem protagonistas. Nem protagonistas nem suspeitos, apenas alguns arguidos, que serão pessoas inocentes sobre as quais recaem fortes indícios (desculpem a minha falta de formação jurídica).
Devemos reflectir sobre esta realidade.
Publicada por
Joaquim
em
08:21
|
Hiperligações para esta mensagem
29 Junho 2009
A Lei de Say
Publicada por
Pedro Arroja
em
23:08
|
Hiperligações para esta mensagem
o negócio da salvação das almas
Em contrapartida dos serviços prestados, a Igreja recebe emolumentos, pagamentos em espécie, e outros em dinheiro (esmolas, doações, heranças, subsídios do Estado etc.). A minha presunção é que, ao longo da história da Igreja, os produtos mais rentáveis foram o Baptismo e o Matrimónio, pela regularidade das suas receitas, a Extrema Unção (a tentação para legar a fortuna à Igreja em troca da salvação é considerável), e, sobretudo as Penitências. Foi, aliás, a especulação neste produto que nos países protestantes levou a acabar com o negócio da Igreja.
A Igreja maximiza as receitas do Baptismo e da Extrema Unção defendendo a maximização dos nascimentos; maximiza as receitas do Matrimónio defendendo a maximização dos casamentos. Mas como pode ela maximizar as receitas das Penitências?
Publicada por
Pedro Arroja
em
18:30
|
Hiperligações para esta mensagem
razões ponderosas
Nas últimas duas semanas tenho escrito pouco no Portugal Contemporâneo. Para além de alguma falta de tempo, confesso a verdadeira razão: uma certa aposta com o Pedro Arroja, que ele insidiosamente me levou a fazer publicamente, que envolvia – já não me recordo com exactidão – algumas garrafas de um vinho de segunda categoria e os resultados das próximas legislativas.Deste modo, quero aqui publicamente assumir o compromisso solene de regressar mais intensamente à actividade, mas se, e só se, o Pedro der a aposta por inexistente, já que a vitória do PSD, essa, parece já estar fora de causa.
Publicada por
rui a.
em
17:11
|
Hiperligações para esta mensagem
sair bem na foto
O presidente das Honduras foi deposto, na sequência de um processo legal. O poder está nas mãos das instituições democráticas, presidente do parlamento e do próprio parlamento, e não de nenhuma junta.
Ao apoiar o presidente deposto, Obama pretende vincar que os EUA não tiveram nada a ver com o assunto. Contudo, a posição de Obama corre o risco de legitimar uma intervenção da Venezuela e/ou de Cuba e de desencadear um conflito regional que pode vir a custar milhares de vidas.
Obama devia ter condenado a actuação do presidente deposto e intercedido para a realização de eleições, no mais breve prazo de tempo possível.
O presidente Obama demonstrou, com esta actuação, que se está nas tintas para o povo das Honduras e que tudo o que lhe interessa é sair bem na fotografia. É um comportamento muito perigoso para um líder mundial.
Publicada por
Joaquim
em
09:30
|
Hiperligações para esta mensagem
Castro & Clinton

Castro e Clinton apoiam chavismo.
Publicada por
Joaquim
em
07:44
|
Hiperligações para esta mensagem
súcia
Chavez (Venezuela), Correa (Equador), Ortega (Nicarágua), Morales (Bolívia) e Obama (EUA), condenam golpe militar nas Honduras. Acção do exército foi conduzida para executar uma decisão do parlamento e do supremo tribunal de justiça das Honduras.
Publicada por
Joaquim
em
07:35
|
Hiperligações para esta mensagem
seven

Chegou a factura. A UE cobrou 899 M€ à Microsoft e agora a Microsoft vai cobrar esse montante aos consumidores europeus. Como não poderia deixar de ser, porque a Microsoft não fabrica dinheiro.
Acresce, ainda, que na UE o Windows 7 vai ser vendido sem o Explorer, mais uma vez graças à Comissão Europeia. Quem quiser tem que fazer o download separadamente.
Isto não é patético?
Publicada por
Joaquim
em
06:49
|
Hiperligações para esta mensagem
bananas
Publicada por
Ricardo Arroja
em
01:35
|
Hiperligações para esta mensagem
nem se governam nem se deixam governar
Publicada por
Ricardo Arroja
em
01:03
|
Hiperligações para esta mensagem
talvez a única

"Não é a primeira vez que a democracia está em perigo", diz o Professor Adriano Moreira este fim de semana numa entrevista ao Semanário Económico. Eu partilho a sua opinião. O sinal que hoje veio das Honduras é um sinal preocupante. As democracias caem com facilidade nos países de tradição católica em períodos de dificuldades económicas prolongadas. O desemprego e a pobreza acrescida são a gota de água no ressentimento que a democracia gera em relação aos políticos e às instituições em países de cultura católica.
Cumpriu-se nas Honduras mais uma regularidade dos países católicos. O árbitro da política e da democracia não é a lei, nem mesmo a constituição. São os militares. Esta regularidade não foi inventada na América Latina, mas é uma faceta que os países latino-americanos herdaram dos seus pais culturais - Portugal e a Espanha.
Os observadores parecem estar de acordo que a única democracia viável na América Latina é a Costa Rica, curiosamente o país onde o ex-Presidente hondurenho se acolheu. A razão parece ser a de que desde 1949, a Costa Rica proibiu os militares, suprimindo constitucionalmente as forças armadas. Esta é talvez a única ideia política original oriunda de um país de tradição católica nos últimos cinco séculos.
Publicada por
Pedro Arroja
em
00:42
|
Hiperligações para esta mensagem
28 Junho 2009
reformar a Justiça
Publicada por
Ricardo Arroja
em
23:48
|
Hiperligações para esta mensagem
desenrascanço
Publicada por
Ricardo Arroja
em
22:59
|
Hiperligações para esta mensagem
O valor da política
Publicada por
Ricardo Arroja
em
21:50
|
Hiperligações para esta mensagem
uma rua estreita
Publicada por
Pedro Arroja
em
19:49
|
Hiperligações para esta mensagem
nem para onde vai
JOÃO 3:1-21
"1 E HAVIA entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.
2 Este foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele.
3 Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
4 Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?
5 Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.
6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
7 Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.
8 O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.
9 Nicodemos respondeu, e disse-lhe: Como pode ser isso?
10 Jesus respondeu, e disse-lhe: Tu és mestre de Israel, e não sabes isto?
11 Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos, e testificamos o que vimos; e não aceitais o nosso testemunho.
12 Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?
13 Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu.
14 E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado;
15 Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
17 Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
18 Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
19 E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
20 Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.
21 Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.
"Hadassah 06.26.09 - 10:22 pm #
Publicada por
Pedro Arroja
em
11:48
|
Hiperligações para esta mensagem
Frank Knight
“(Frank Knight)…strongly favoured the market over central state control, here again he was manifesting the Calvinist quality of his thinking. As compared to Roman Catholicism, Protestantism in its infancy was fundamentally an individualistic religion in making each of the Protestant faithful responsible for his relationship with God; salvation was a matter of individual “faith alone.”
This strong individualism eventually had profound social consequences outside the realm of theology. The religious beliefs of the English Puritans laid the basis for modern freedoms in the realms of both government (the democratic system) and the economy (the free market). As the distinguished German theologian Ernst Troeltsch would explain with respect to the great impact of the Puritans in shaping the basic values and social institutions of the modern age:The great ideas of the separation of Church and State, toleration of different Church societies alongside of one another, the principle of Voluntarism in the formation of these Church-bodies, the (at first, no doubt, only relative) liberty of conviction and opinion in all matters of world-view and religion.
Here are the roots of the old liberal theory of the inviolability of the inner personal life by the State, which was subsequently extended to more outward things; here is brought about the end of the medieval idea of civilisation, and coercive Church-and-State civilisation gives place to individual civilisation free of Church direction. The idea is at first religious. Later, it becomes secularized. . . . But its real foundations are laid in theEnglish Puritan Revolution. The momentum of its religious impulse opened the way for modern freedom. (Troeltsch, Ernest. [1912] 1958. Protestantism and Progress: A Historical Study of the Relation of Protestantism to the Modern World. Boston: Beacon.)”
D. Costa
Anonymous 06.28.09 - 1:39 am #
Publicada por
Pedro Arroja
em
01:44
|
Hiperligações para esta mensagem





























